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Tatuzão Hebe Camargo inicia escavação da expansão da Linha 2-Verde rumo a Guarulhos
A tuneladora Hebe Camargo começou em 16 de outubro a escavar o segundo trecho da expansão da Linha 2-Verde do Metrô de São Paulo, partindo da Penha em direção a Guarulhos. É a maior tuneladora já usada em obra metroviária na América Latina.
Fabricada pela CREG, a máquina tem 11,67 m de diâmetro, 133 m de comprimento e 2.600 t, e opera em dois modos, EPB e aberto, para solo e rocha. O percurso tem cerca de 6,45 km até o VSE Castelo Branco, perto da Via Dutra. Desse total, cerca de 5,47 km serão escavados pela máquina, e os outros 983 m correspondem a cinco estações e outras estruturas pelas quais ela será arrastada. A previsão é escavar cerca de 620 mil m³ e instalar 3.867 aduelas pré-moldadas, com avanço médio de 12 m por dia. O trecho Penha–Dutra é executado pelo consórcio CGC, formado por CRASA, Ghella e Consbem. Pela primeira vez, duas tuneladoras trabalham ao mesmo tempo na expansão: a Cora Coralina retomou em 13 de outubro a escavação do trecho Vila Prudente–Penha.
A escolha de uma máquina de modo duplo responde à geologia do traçado. Na Penha, o túnel atravessa argilas, areias e outros sedimentos. Antes de Fernão Dias, ele passa sob o Rio Tietê, em depósitos aluvionares com água subterrânea perto do nível da escavação. Na direção de Ponte Grande e Dutra, surgem saprolito de gnaisse e gnaisse granítico alterado, além de possíveis zonas de transição. As passagens entre solo e rocha costumam ser os trechos mais sensíveis para o controle da frente. O cronograma também depende de uma interface com as obras civis: estações e poços precisam estar prontos antes da chegada da máquina, e a mudança das bases logísticas pode interromper a escavação.



